O episódio evidencia o distanciamento entre o discurso político e a realidade das Forças Armadas brasileiras. Desde a desativação do porta-aviões São Paulo, em 2017, o país não conta com esse tipo de embarcação em sua frota. O navio, adquirido da França na década de 2000, passou anos sem operar plenamente e acabou sendo desativado por inviabilidade técnica e financeira.
Atualmente, a Marinha do Brasil concentra sua capacidade naval em fragatas, submarinos e navios de apoio logístico, enfrentando restrições orçamentárias e cortes sucessivos em programas estratégicos. A eventual operação de um porta-aviões exigiria investimentos bilionários, anos de planejamento e uma estrutura operacional inexistente no momento.
O caso gerou críticas e reacendeu debates sobre a necessidade de maior alinhamento entre decisões políticas e a realidade operacional das Forças Armadas, evitando anúncios ou determinações desconectadas dos fatos.
